- É
bastante interessante conversar com pessoas que fazem parte
do chamado "Grupo da Terceira Idade". Eles nos recebem
bem, gratos pela atenção e nos falam de coração
sobre suas experiências. Clique
aqui e envie seu depoimento.
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-Beatriz,
58 anos
Quando eu era jovem, tudo fluía com muito ímpeto,
mas nem sempre com mais beleza. A maturidade me permite olhar com
menos ilusões, aceitar menos sofrimento, entender com mais
tranqüilidade, querer com mais doçura. Na maturidade,
não somos atraídos pela beleza aparente, mas por alguma
coisa além. Por isso, dentro de mim, aqui no fundo, amadurecer
instaura uma nova liberdade. Não quero que exijam de mim
o que fui há vinte anos: mas o que posso ser agora, que é
de uma riqueza que prescinde do convencional.A maturidade é
um presente de maior requinte, a maturidade me trouxe rugas onde
antes havia sedas, sou uma estrutura agrandada pelos anos e pelos
fardos bons ou ruins, que carreguei alguns com gosto, outros com
rebeldia. Não tenho mais olhos de menina, nem corpo de adolescente,
e a pele translúcida antes, agora apresenta algumas manchas.
Mas o que posso oferecer é mais paciência, mas não
menos ardor. Consigo rir, quando em outros tempos choraria. Busco
agradar, quando antigamente eu exigia ser amada.Na maturidade, trazemos
força, que vem do aprendizado. É isso que somos, os
de Felizidade, um mar antigo e confiável cujas marés-mesmo
se fogem-retornam, e cujas correntes não trazem destroços,
mas novos sonhos.
-Rosa
c., 51 anos
Trabalho com muito prazer a 34 anos em uma empresa de tv e sou aposentada,
gosto de meu serviço, convivo com gente jovem e me dou muito
bem com todos, acompanho o dia a dia de minha empresa. e faço
meu trabalho sempre com muita vontade, e se deus quiser ainda ficarei
muito tempo lá, pois preciso ajudar meu filho que está
se recuperando de uma depressão, e já agendando quando
tudo estiver bem, fazer uma viajem a fortaleza, pois a vida lá
é calma e serena como a de Belém do Pará.
Desaprendi a dançar, namorar, fazer passeios, minha vida
era somente casa e trabalho, sempre procurando dar o melhor de mim
para meu filho, que sempre foi estudioso, depois de formado pela
escola técnica federal do Pará, foi trabalhar em uma
empresa na serra dos Carajás, e apesar da saudade devido
a distancia entre nós eu me sentia feliz, e uma verdadeira
super mãe, e lá ele ficou trabalhando 2 anos.
Em janeiro de 2004, para minha surpresa meu filho voltou doente
com problema de depressão, fiquei desesperada, e ele passou
45 dias internado em uma clínica psiquiátrica, minha
vida era ir para meu emprego, e as 16:00h ia a clínica ver
meu filho, mas hoje, devido a tratamento intensivo ele está
melhor e tenho esperanças que ele se recupere completamente.
Não pretendo parar, já tenho meu computador, vou escrever
minhas memórias e após os 60, pretendo continuar com
meu ritmo de trabalho confiando sempre em pessoas amigas (não
conheço pessoalmente), como Malu e anjo para mim valem ouro
e com coragem, com muita paciência e tenacidade, conseguimos
superar os problemas do dia a dia, e é muito importante que
encaremos isso sempre com um sorriso e muita boa vontade.
Apesar dos pedaços amargos, minha vida tem sido muito boa,
conheci amigos maravilhosos, aprendi a sorrir, confiar nas pessoas
e lutar por uma vida melhor, ter paz de espírito e enfrentar
tudo sabendo que com a idade fico cada vez mais experiente e feliz,
e que Deus só da o frio para quem pode suportar.
- Dr. Afonso Teixeira, 63 anos.
"Ainda não me sinto na Terceira Idade, que deve ser:
ociosidade por falta de uma ocupação com responsabilidade,
falta de condições físicas para determinadas
atividades e ser considerado velho ou da terceira idade pelos descendentes.
Os acontecimentos que marcaram minha vida: minha formação
e realização profissional, o nascimento de minha filha,
o falecimento de meu filho, a sensação de independência
por trabalhar onde e com quem quero, o nascimento de meu neto, o
aparecimento em minha vida da mulher que realmente me ama e a quem
eu amo.
Não participo de atividades. Acho que a Terceira Idade é
psicológica na maioria da população e em poucos
é fisiológica. Como mensagem: mantenha-se ativo e
se tiver saúde a sua Terceira Idade poderá aparecer
na quarta ou quinta idade e sempre de maneira fisiológica."
- D. Julia Elza, 61 anos
"Sempre achei o termo Terceira Idade pejorativo. Qual que é
a primeira, a segunda idade? Há pessoas com 20 sem a capacidade
de uma pessoa de 60, 70 anos. Para mim, não existe Terceira
Idade, e melhor idade é a que estamos vivendo. O que é
pior para quem passou dos 60 é sentir limitações
físicas, que também podem ser abreviadas com exercícios
físicos. O bom é comunicar-se, viver, conviver com
todas as pessoas em geral, porque se aprende com todos. É
poder dar opiniões para quem pede, passar experiência
de vida. Infelizmente os fatos que marcaram minha vida são
tristes, casamento ruim, morte de filho, morte dos pais.
Não participo de atividades, mas gostaria, porque sempre
se tem a oportunidade de aprender algo. Como mensagem: penso, logo
existo, alguém já disse. Então, enquanto se
usar a mente, se está vivendo.
- D. Janina Baptista, 69 anos
"Para mim, Terceira Idade é continuidade da mocidade,
uma fase da vida e muito boa quando se tem saúde. Não
há nada que me desagrada e o que muito me faz feliz é
procurar ajudar para tornar a vida daqueles que quero bem melhor.
Porque todos me trazem alegrias.
Os acontecimentos que marcaram minha vida foram o nascimento de
meus filhos, a infância deles, quando os acompanhava à
escola, nas festinhas, nas reuniões escolares... Guardo boas
lembranças disto. O nascimento de uma neta, bem como o casamento
dela, também me marcaram muito. Não participo de atividades,
mas gostaria, para me distrair, tomar conhecimento das novidades,
conversar com pessoas da mesma faixa etária. Como mensagem:
a pessoa deve chegar à Terceira Idade e receber as coisas
com abnegação e alegria, porque tudo chega na hora
que tem que chegar.
- D. Ercília Adams, 72 anos
"Na minha opinião, Terceira Idade não muda em
nada nossa vida, nem sei bem onde começa o que se chama Terceira
Idade. Talvez seja dor que aparece de vez em quando. Isso é
o ruim, junto com a solidão. Já o bom quando se está
mais velho, é poder fazer suas coisas, andar, sair, sem ter
compromissos. Tenho muitas lembranças boas, as ruins esqueci
há tempos... E como me lembro, de viagens, locais lindos
por onde jamais esperei passar, de coisas lindas que não
tinha sequer imaginado que existisse. De atividade eu participo
de cursinhos de trabalhos manuais, viagens. Acho importante estar
sempre em contato com pessoas. E como mensagem, digo que a pessoa
nunca deve se achar velha. Porque temos idade, não somos
velhos. Aproveite a vida. Com respeito." -
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Sr. Romildo Pereira Dias, 72 anos
"Acho que Terceira Idade é quando chegamos aos 60 anos.
O que torna ruim esta fase são as doenças, porque
qualquer tipo de doença é ruim. A saúde, o
poder caminhar bastante, trabalhar, é o que temos de bom.
Guardo muitas lembranças, a principal é de ter administrado
uma empresa com cerca de 150 subordinados. Sabia deles, me procuravam
para conversar, pedir conselhos. Me viam como amigo. Não
é fácil administrar e manter o respeito, ao mesmo
tempo não sendo autoritário nem ofender ninguém.
Gosto de jogos de carta e gostaria de ir mais a bailes, porque gosto
de dançar, principalmente músicas típicas alemãs.
E acho que mensagem, poderia dizer que todos devem doar algo de
si. A caridade faz muito bem, porque quem divide, multiplica."
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Sr. Nilo Carelos, 77 anos
"A Terceira Idade para mim é uma decorrência normal
da vida. Cada ano que passa com saúde é uma vitória.
As coisas boas na vida são a família, netos, filhos
e que todos estejam bem. Ruim para mim foi a vida ficar mais calma,
porque não sei ficar parado, comecei a trabalhar com 16 anos
e foi difícil parar. De lembranças, recordo do meu
namoro com a Zilca, minha amada esposa. Não participo de
atividades, sou fechado. Mas gosto de caminhar na Redenção.
Digo que toda pessoa deve ter uma religião e crer em Deus.
A pessoa deve ter um ideal para praticar o bem ao próximo."
- D. Adyllis Sabathé, 74 anos
"Acho que passando de 50 anos é tudo igual. E a vida
tem sido boa para mim, perto da família e dos amigos. De
ruim, acho que são as deficiência do organismo, que
vai se debilitando. Tenho vontade de fazer muitas coisas, mas meu
organismo não consegue acompanhar meus pensamentos. É
como uma máquina, que vai se desgastando com o tempo. Isto
me entristece. Lembro de meu primeiro encontro com meu marido, o
primeiro beijo (que foi muito desejado), o casamento, o emprego
no Tribunal, o nascimento das filhas. Tenho muitas atividades na
Igreja Auxiliadora e junto com minhas irmãs participo de
muitas atividades sociais e culturais. Acho que devemos aceitar
a Terceira Idade com sabedoria e alegria.
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