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TRATAMENTO
DA CALVICIE |
| Aprimoramento
das técnicas e a procura cada vez mais precoce dos pacientes aumentaram
as chances de sucesso no tratamento do problema. O mito de que uma vez
careca, sempre careca, está caindo por terra. Médicos brasileiros
estão, aos poucos, vencendo a batalha contra a calvície,
problema que afeta 40 milhões de brasileiros. Por isso, se você
ainda acha que não dá para fazer mais nada, aqui vai uma
boa notícia: atualmente, até 80% das pessoas que procuram
tratamento para a queda excessiva de cabelo conseguem algum resultado.
“Não é à toa que a procura pelas técnicas
atuais aumentou pelo menos 50% nos últimos anos”, conta a
médica Denise Steiner, diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia,
regional São Paulo. “O tratamento mudou radicalmente. Agora
temos, por exemplo, medicamentos específicos para controlar a queda
dos fios”, acrescenta a especialista. Mas é preciso lembrar:
não existe milagre. Quanto mais cedo a pessoa procurar orientação
médica, melhor será o resultado. “O tratamento deve
começar com uma boa avaliação do caso”, diz
o dermatologista Francisco Le Voci, coordenador do departamento de estudo
das doenças de cabelos e unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia
(SBD). Segundo o médico, a predisposição genética
sozinha geralmente não causa o problema. “Nos homens, isso
é mais comum. Já nas mulheres, outras causas são
mais preponderantes, como os desequilíbrios hormonais, as dietas
da moda e o estresse”, diz. Chamada pelos especialistas de calvície
androgenética, o problema pode ser controlado com o uso de drogas,
que evitam a queda dos fios. “O remédio não vai fazer
crescer cabelo. Ainda não descobrimos essa fórmula. Mas,
ao estabilizar o processo de queda, os folículos passam a produzir
fios mais grossos capazes de dar aumento no volume”, afirma Le Voci.
Foi assim que o analista de sistemas Marcos Aurélio de Freitas,
de 27, conseguiu barrar a queda excessiva de cabelos, que começou
quando tinha 22 anos. “Tenho um histórico familiar muito
forte. Meu pai, avô e tios são calvos e eu sempre imaginei
que isso ia acontecer comigo”, conta. “Minha calvície
pode não estar resolvida, mas pelo menos consegui controlar”,
acrescenta. Já o estudante William dos Santos, de 21 anos, começou
a ter o problema depois de usar uma tinta no cabelo. “Eu já
tinha predisposição e acabei desencadeando o problema numa
brincadeira”, lembra. Agora, o aluno, que se diz vaidoso, faz tratamento
preventivo. “Já senti uma boa melhora.” É o
tratamento precoce que ajuda evitar um procedimento, além de mais
caro, um pouco mais complicado para acabar com a calvície: o transplante
capilar. “Esse tratamento é usado em casos mais avançados,
quando ocorre atrofia dos folículos pilosos”, diz Denise.
Até pouco tempo o resultado da técnica era considerado pouco
satisfatório. Hoje, no entanto, é um dos mais promissores.
“Tiramos os folículos de onde há cabelo e preenchemos
a área calva. Em três meses, o cabelo começa a crescer”,
explica Le Voci, lembrando que médicos americanos estudam o uso
de folículos pilosos clonados para ajudar no tratamento. Fonte: Diário de São Paulo |