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Mulheres
infectadas pelo vírus HIV |
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| Foram 12.599 notificações, em 2003, contra 10.566, em 1998, cerca de 16% as mais. A informação consta do Boletim Epidemiológico da Aids 200, divulgado nesta terça-feira, pelo Programa Nacional de DST/Aids, do Ministério da Saúde. Apenas
nos primeiros seis meses deste ano, já foram registrados 5.538
casos de aids em mulheres. O avanço da doença entre as mulheres
é uma das principais preocupações do governo brasileiro.
Tanto que foi o tema escolhido para o Dia Mundial de Luta contra a Aids,
nesta quarta-feira (1º).
Entre
os homens, o boletim revela que a tendência é de estabilização
da doença. No ano passado, foram notificados 19.648 casos, quase
7% menos do que em 1998, quando houve 21.056 registros. A estabilização
ocorreu, principalmente, entre os homens homossexuais ou bissexuais.
Em
1998, esse grupo representava quase 30% do total de infectados do sexo
masculino, passando para 25%, em 2004. Situação inversa
ocorreu com os heterossexuais, que representavam cerca de 30% dos homens
infectados, em 1998, e hoje são 42%.
Em
conseqüência da contaminação feminina, houve
201 casos de crianças até 13 anos, no primeiro semestre
deste ano. Trata-se da chamada transmissão vertical, da mãe
para o filho. Em 2003, foram 519 casos de transmissão vertical.
O
boletim revela a redução de infectados entre os usuários
de drogas, principalmente as mulheres. Há uma década, essa
era a forma de infecção feminina em 17% dos casos. Hoje,
é responsável por apenas 4,3% das notificações.
Entre os homens, passou de 27% para 13%, em dez anos.
A
taxa de mortalidade também apresentou estabilidade, nos últimos
anos. No público masculino, o índice de 2003 é o
mesmo de 2001: 8,8 mortes em cada grupo de 100 mil homens. Entre as mulheres,
houve um pequeno aumento, de 3,9 mortes por 100 mil mulheres, em 2001,
para 4 mortes por 100 mil, em 2003.
O diretor do Programa Nacional de DST/Aids, Pedro Chequer, destacou que a queda da mortalidade mais acentuada em determinados municípios do país, como São Paulo, é resultado da maior eficiência do sistema de saúde. "Quando o sistema de saúde funciona e responde precocemente ao diagnóstico e ao tratamento. Fonte: Agência Brasil |