PORTO ALEGRE-RS
Porto Alegre nasceu de uma pequena colônia de imigrantes açorianos, que seestabeleceram na Ponta de Pedra em 1752, dentro da Sesmaria de Santana, capitaneada por Jerônimo de Ornellas e Vasconcellos. A partir daí, a localidade começou a ser chamada de Porto dos Casais.
Edifícios residenciais modernos em rua do Bairro Bela Vista, demonstrando o alto nível da população de Porto Alegre. Em um dia de outono.
Em 1763 os castelhanos, comandados por Don Pedro Cevallos, governador de Buenos Aires, invadem o Rio Grande do Sul e tomam a cidade de Rio grande. Neste ano, as populações portuguesas do norte do estado migram para a região de Viamão e Porto dos Casais.
Solar dos Câmara - um dos prédios residenciais mais antigos da cidade, foi construído em 1818. Atualmente é um centro cultural e abriga o serviço de documentação e pesquisa da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul. Fica localizado no centro de Porto Alegre, na Rua Duque de Caxias, ao lado da Assembléia Legislativa.
Em 26 de março de 1772, um edital eclesiástico divide a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Viamão em duas. O antigo Porto dos Casais se transforma na Freguesia de São Francisco. Quase um ano depois, em 18 de janeiro de 1773, um novo edital rebatiza a pequena povoação, que passa a se chamar de Madre de Deus de Porto Alegre.
Palácio Piratini - Sede do Governo do Rio Grande do Sul - inaugurado em 1921, em estilo Luis XVI. No seu interior há diversos painéis pintados por Aldo Locatelli, inspirados na Lenda do Negrinho do Pastoreio, um dos ícones do folclore gaúcho. Seus lustres são réplicas dos encontrados no Palácio de Versailles, em Paris, França. O Palácio fica localizado no centro de Porto Alegre, na Rua Duque de Caxias, ao lado da Catedral Metropolitana.
O então o governador da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, José Marcelino de Figueiredo, ordena a transferência da Câmara Municipal de Viamão para Porto Alegre. A antiga colônia açoriana se transformava na capital da província. Além de centro administrativo, a cidade se transforma em área militar. Paliçadas de madeira são construídas em torno da cidade. As estreitas ruas da Porto Alegre colonial são projetadas como um labirinto, possuindo nítido caráter defensivo. A modesta capital prospera e, em 1804, a Coroa Portuguesa instala a primeira alfândega do rio grande do Sul
Monumento Estrela Guia II, na Avenida Padre Cacique - Zona Sul.
Contudo, se passaria algum tempo, até que o modesto núcleo urbano se transforma-se em vila, em 1809, e depois cidade, em 1822.
Porto Alegre nos primeiros anos do século XIX, foi um dos primeiros núcleos urbanos de apoio as forças portuguesas, instaladas no Delta do Jacuí, que desbravaram o interior do Rio Grande do Sul.
Monumento aos Açorianos - Largo dos Açorianos - homenagem aos 60 casais portugueses, originários da Ilha de Açores, que desembarcaram na região em 1752. A obra, assinada pelo artista Carlos Tenius, retrata um grupo de seres retilíneos de metal que se projeta em direção aos céus. Os corpos unidos fazem lembrar o casco de um navio.
Além de centro comercial, administrativo e militar, a cidade também oferecia serviços de estaleiros. As embarcações portuguesas, alem de se abastecerem com víveres, também podiam fazer pequenos reparos no casco e no velame.
Detalhe do Monumento a Júlio de Castilhos - patriarca fundador do Partido Republicano Rio-grandense, inspirou um dos mais imponentes monumentos da cidade. Foi construído em 1913. Está localizado na Praça da Matriz, centro de Porto Alegre.
Entre 1822 e 1835, cidade se desenvolve. A conquista das áreas meridionais do Brasil e as campanhas portuguesas trazem a Porto Alegre novos contingentes militares. É a época da construção dos grandes casarões coloniais portugueses na cidade, como por exemplo, o Solar dos Câmara e outros prédios administrativos no mesmo estilo.
Estátua do Laçador - Símbolo da cidade. Com 4,45m de altura, todo em bronze, o Laçador foi inaugurado no dia 20 de setembro de 1958, há 45 anos. Fica localizado no Largo dos Bombeiros, próximo ao Aeroporto Internacional Salgado Filho e hoje é um marco na paisagem da cidade. O autor da escultura é Antonio Caringi.
Em 1835, o Rio Grande do Sul mergulha em uma guerra de caráter libertário. Veteranos das campanhas das Guerras do Prata, aliados a Guarda Nacional e outros descontentes se organizam em uma milícia, que foi chamado posteriormente, Farroupilha. Porto Alegre se encontrava fortificada, mas isso não impediu que em 20 de setembro de 1835, esta fosse invadida pelas tropas rebeldes.
Parque Moinhos de Vento
Os Imperiais retomaram a cidade em 1836 e, que a partir de então, sofreria três intermináveis cercos até o ano de 1838. Foi a resistência a esses cercos, que deram o título a cidade de "Mui Leal e Valorosa". Apesar do inchaço populacional daqueles tempos, a cidade só voltaria a crescer sua malha urbana após 1845. A guerra não impediu que três anos antes, o primeiro Mercado Público fosse construído, organizando o comércio nas áreas centrais.
Parque Moinhos de Vento
A Guerra do Paraguai (1865/70), transforma a capital gaúcha na cidade mais próxima do teatro de operações. A cidade recebe dinheiro do governo central, além de serviço telegráfico, novos estaleiros, quartéis, melhorias na área portuária, além da construção do primeiro andar do novo Mercado Público.
O fim da campanha do Paraguai faz o Império do Brasil mergulhar numa crise política e administrativa. O governo perdia lentamente o controle sobre as comunidades de escravos, e em 1884, o governo municipal liberta os cativos da cidade. Era a preparação para o advento da República em 1889.
Porto Alegre. O BIT é composto pela torre e pelo centro de treinamento da empresa de telefonia Claro e foi concluída em 2001. A torre de transmissão possui 95m de altura e cinco plataformas de concreto com intervalos de 4 m. Quatro dessas plataformas foram criadas para a colocação das antenas de transmissão. A quinta, localizada em nível intermediário, é envidraçada e configura um mirante. A área total do edifício é de 5.500m².
São anos prósperos, época em que os primeiros imigrantes alemães e italianos desembarcam na capital, instalando restaurantes, pensões, pequenas manufaturas, olarias, alambiques e diversos estabelecimentos comerciais.
Estes primeiros governos republicanos - que no Rio Grande do Sul seguiam a filosofia positivista de Augusto Comte - deixaram profundas marcas na capital gaúcha. Estes homens acreditavam numa sociedade comandada pela ditadura do presidencialismo, pelos homens íntegros e sábios. Grandes quantidades de prédios públicos são construídos nessa época, ornados com magnífica estatuária simbólica positivista.
Viaduto Otávio Rocha a noite. Av. Borges de Medeiros. Centro.
A preocupação desse grupo político com as benfeitorias e melhorias do espaço urbano vai transformar o antigo aspecto colonial da cidade. Existe uma enorme preocupação com o saneamento das áreas centrais. São destruídos os cortiços e os mal conservados prédios do centro.
Durante as administrações republicanas(1889 a 1940), foram instalados na cidade a eletricidade, a iluminação pública, rede de esgotos, transporte elétrico, água encanada, as primeiras faculdades, hospitais, ambulância, a telefonia, industrias, o rádio desenvolvidos uma série de planos diretores, alguns dos quais implantados décadas depois, como o Plano Maciel de Melhorias de 1914, que seria viabilizado só nas décadas de 30 e 40.
Porto Alegre à noite
A cidade a partir da década de 40 assume, definitivamente, seu caráter de centro administrativo, comercial, industrial e financeiro do estado. Os animais de carga, que dominavam o cenário urbano, são substituídos pelos modernos automóveis. São anos de ampliação das malhas viária da cidade. São abertas na cidades grandes avenidas, como a Farrapos, a Borges de Medeiros e a Salgado Filho. Outras são pavimentadas, como a Azenha e a João Pessoa.
Fonte Talavera de La Reina a noite- Praça Montevideo
A expansão do centro urbano, então, começava a se direcionar para as áreas sul e norte da península. Nas décadas de 60 e 70, grandes obras viárias são feitas na capital. São construídos os viadutos da Borges de Medeiros, da João Pessoa, o Ubirici, Tiradentes e Ildo Meneghetti. Essas obras melhoraram o fluxo de veículos na área densamente povoada da capital.
Centro de Porto Alegre visto do Lago Guaíba.

© Geraldo de Azevedo 2004