![]() |
RIO
DE JANEIRO |
Ficar
aqui tecendo elógios às praias, ao mar, ao ar puro, ao céu
azul, ao magnífico espelho da Lagoa Rodrigo de Freitas, ao Cristo
lá em cima tomando conta de tudo, ao Pão de Açúcar,
imponente e sempre presente, como que para dizer, sim, é aqui mesmo
que mora a beleza do Brasil. |
![]() |
| Gostaria
mesmo é de dizer o quanto é bom passar um feriadão
prolongado no Rio. Sabe por quê? É que, por incrível
que possa parecer, uma grande parte dos cariocas se mandam da cidade e
deixam toda aquela maravilha para quem chega disposto a desfrutar um dos
maiores caprichos do Criador em todo o planeta. |
![]() |
Se
você vai ao Rio no próximo feriado, ou se lá estará
ao menos por um fim de semana, não fique atônito diante de
tanta beleza. Programe-se apenas e siga essas dez dicas: |
![]() |
1.
Andar na avenida que beira toda a orla no domingo ou no feriado. Do Leblon
ao fim de Copacabana, no Leme, é um grande, harmonioso, delicioso
ir-e-vir de gente de todo o tipo, que aproveita a ausência de trânsito
(os carros são proibidos de circular na beira mar nesses dias),
num "footing" que se tornou um dos espaços mais democráticos
que já pude ver e desfrutar na vida. |
![]() |
2.
Vá à praia, qualquer delas, preferencialmente Ipanema/Leblon,
de onde se avista a imponência quase excitante do morro Dois Irmãos
(informe-se sobre as condições da água antes de entrar
no mar; se estiver vetada para o banho, não faz mal: tome sol e
depois se molhe num dos diversos postos de salvamento existentes ao longo
da orla). |
![]() |
3.
No sábado, domingo ou feriado, arrume um carro, contrate um táxi
(negocie bastante) ou implore a um amigo e vá às Paineiras.
Trata-se de uma estradinha linda que contorna a encosta do conjunto Corcovado/Sumaré,
de onde se avista toda a zona sul da cidade, inclusive e principalmente
a Lagoa e o Jardim Botânico, enquanto você passeia a pé
sob a sombra de árvores típicas da mata atlântica
(replantada, diga-se). Com sorte, você verá um macaco-prego
ou um mico com seu filhote; borboletas e passarinhos há de sobra.
O carro fica estacionado próximo à subida do Cristo Redentor
enquanto você se deleita e exercita as coronárias. Ah, vá
com roupa de banho por baixo das bermudas, porque há pelo menos
três bicas ótimas para o banho. |
![]() |
4.
Se você for ao Jardim Botânico e só passear pela alameda
das palmeiras imperias e visitar o viveiro de bromélias já
terá garantido o bem-estar para a semana seguinte inteira. Mas
não fique apenas nisso: ande, fuce, investigue todas as maravilhas
de um dos jardins botânicos mais bonitos do mundo, criação
de D. João 6º, que só ficou cada vez mais deslumbrante
do Império para cá. |
![]() |
5.
Vá passear na pista que contorna a Lagoa Rodrigo de Freitas. A
volta toda tem 7 km, mas não precisa tanto. Dê uma banda,
preferencialmente do lado de Ipanema, que é de onde se tem a melhor
vista da Floresta da Tijuca (onde estão Paineiras, o Cristo, o
Jardim Botânico etc.). |
![]() |
6.
Se estiver disposto a encarar filas e aglomerações, dê
um pulo ao Pão de Açúcar e ao Cristo Redentor. Quando
você chega lá em cima acha que valeu a pena o esforço:
são dois dos visuais mais excitantes que se pode ter de uma metrópole,
pelo menos para quem não acha que só existem Paris e Nova
York no mundo. |
![]() |
7.
Num dos cantos da praça de onde sai o bondinho do Pão de
Açúcar, na Praia Vermelha (Urca), existe uma escola. Ao
lado dessa escola começa a pista Cláudio Coutinho. Era onde
o pessoal do Exército corria antigamente e que é aberta
ao público. Ela fica nada menos que na encosta do Pão de
Açúcar, entre a rocha gigantesca e o mar. É deslumbrante
e única. |
![]() |
8.
O Rio tem a melhor moda praia do país. Ela pode ser encontrada
no shopping mais chique da cidade (São Conrado Fashion Mall, em
São Conrado) ou nas muitas lojas das muitas galerias que existem
em Ipanema e no Leblon. Ande pela rua Visconde de Pirajá na altura
do nº 500 e entre nas galerias que encontrar, suba às sobrelojas
e surpreenda-se, não apenas com biquínis e maiôs:
há muita coisa, inclusive arte e artigos para casa, que não
se vê facilmente em outras cidades. No Leblon, não deixe
de ir ao Rio Design Center, que fica no piso térreo de um imenso
apart-hotel redondo e de vidros pretos, onde, durante anos, residiu João
Gilberto. As lojas de móveis e objetos -nacionais e importados-
são muito boas e há uma feira de antiguidades nos corredores
aos domingos. |
![]() |
9.
Arrume um amigo carioca e peça para ele levá-lo à
Lapa. Lá você encontra desde as "raves" da Fundição
Progresso (música tecno para a noite toda) até os sambas
do Carioca da Gema, passando por uma infinidade de botecos e ritmos. Num
cenário que lembra ora o Brasil colonial, ora a era de Getúlio
Vargas, ora a antiga e famosa malandragem carioca. Mas como a malandragem
moderna também está presente, nunca vá desacompanhado. |
![]() |
10.
Esse pequeno rol de dicas não traz nenhum endereço justamente
para você exercitar uma das coisas que os cariocas mais gostam de
fazer: conversar. Portanto, quando você quiser ir a algum dos lugares
relacionados acima, pergunte. No hotel, na rua, na praia, no quiosque
de coco fresco, no botequim da esquina, para o transeunte, o balconista
da loja. Em geral, o pessoal adora dar informações, às
vezes detalhadas até demais. Não confie inteiramente nos
taxistas, como em qualquer lugar do mundo, mas tenha certeza de que, se
há um lugar em que a velha cordialidade brasileira ainda sobrevive
um pouco, esse lugar é o Rio de Janeiro. |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |